O termo adolescência designa todo o processo de passagem da infância para a fase adulta. O processo é caracterizado por alterações morfológicas e psicológicas complexas. Importa salientar [Tânia Zagury, 1996] que as mudanças físicas são universais enquanto as psicológicas variam conforme o meio cultural e até no subgrupo ao qual pertencem ou se integram. De facto, um dos acontecimentos claramente visível na adolescência é o processo de formação/integração num grupo, onde o indivíduo procura a sua própria personalidade expondo toda a sua criatividade e capacidade. É época onde o adolescente interioriza diversas normas morais explorando e experimentando os próprios limites. Como consequências da procura do papel na sociedade e das acentuadas mudanças surgem muitas vezes dúvidas, inquietações em relação aos pares: amigos e família [Dias Baptista 2009]. Associada a todas estas modificações surge o objectivo, por vezes de possuir o mais rapidamente possível o que os adultos têm legalmente acesso: álcool, tabaco, pornografia…
Nesta fase de denegações, segundo alguns especialistas [Faculdade de Medicina da UFMG, 2008], o adolescente tem a necessidade de actos de rebeldia, aparentemente injustificados mas imprescindíveis para a formação dos próprios valores e um “amadurecimento saudável”. O adolescente isola-se dos pais, contesta frequentemente a autoridade e “subsistiu”, a nível emocional, a própria família pelo grupo. A título de exemplo, o roubo que por vezes o adolescente pratica, “funciona como um desafio aos adultos, à sociedade e a ele próprio, testando os seus limites” [Teresa Paula Marques]; da mesma maneira funciona o consumo de substâncias ilícitas.
Dentro de todo este contexto surgem as primeiras saídas independentes (livres do total controlo dos pais) com os amigos, colegas (integrantes do grupo); a estas saídas acompanham-se as primeiras experiências com o álcool, tabaco e outras drogas. A isto soma-se o desenvolvimento da sexualidade e as primeiras relações sexuais.
Para os adolescentes, a noite ligada ao consumo de álcool, drogas e às relações é símbolo de libertação [Lídia Craveiro, 2009]; é também sinónimo da independência dos adolescentes face aos progenitores. Portanto, o nosso objectivo é incidir sobre a “noite adolescente”, analisá-la com dados estatísticos e reflectir sobre eles; e, também comentar a relação entre a noite e o adolescente e apresentar a nossa visão, da adolescência, da noite e dos hábitos incorrectos ou não que se praticam, ou seja, introduzir uma breve visão da adolescência pelo adolescente. Pretendemos ainda estudar os perigos decorrentes da aventura do adolescente na noite de modo a poder preveni-los.
Apresentaremos, então, uma análise estatística de alguns comportamentos do adolescente na noite e mais tarde especularemos e comentaremos outros demais.
REFERÊNCIAS:
http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=1840
http://familia.sapo.pt/adolescente/comportamento/1016549-3.html
http://lidia-outrosolhares.blogspot.com/2009/03/os-adolescentes-e-as-saidas-noite.html
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v18n4/v18n4a04.pdf
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